São árvores altas, verdejantes
Apesar do outono sob os céus...
São céus limpos, tons celestes
E o frio só e aconchegante
Frio, solitário e aconchegante
É o meu trajeto a beira mar
Águas turquesas e louras areias
São cânticos a me procurar
Cantos femininos a lamentar
É o amor que não existe
E árvores que ainda resistem
Neste parque vazio, ao frio tardar
Um mundo de melódicos cantos
A tristeza de solitários santos
Caminhos protegidos em seus mantos
Um olhar, não de amor, mas de espanto...
Andares por caminhos não percorridos
São distantes os fins, onde ela está
Olhares curiosos nunca vistos
Tem a essência de um beijo querido
Igrrejas que o ventar esfria
É o entardecer levando o domingo
São estrelas que me encontram sozinho
É ao redor esta suave magia...
E quando a menina chora
Hoje tenho compaixão
Ao lado, um anjo ora
Na flor da pele a emoção
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