18 de maio de 2011

somente solidão

São árvores altas, verdejantes
Apesar do outono sob os céus...
São céus limpos, tons celestes
E o frio só e aconchegante

Frio, solitário e aconchegante
É o meu trajeto a beira mar
Águas turquesas e louras areias
São cânticos a me procurar

Cantos femininos a lamentar
É o amor que não existe
E árvores que ainda resistem
Neste parque vazio, ao frio tardar

Um mundo de melódicos cantos
A tristeza de solitários santos
Caminhos protegidos em seus mantos
Um olhar, não de amor, mas de espanto...

Andares por caminhos não percorridos
São distantes os fins, onde ela está
Olhares curiosos nunca vistos
Tem a essência de um beijo querido

Igrrejas que o ventar esfria
É o entardecer levando o domingo
São estrelas que me encontram sozinho
É ao redor esta suave magia...

E quando a menina chora
Hoje tenho compaixão
Ao lado, um anjo ora
Na flor da pele a emoção

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